Audionomtidningen - Vindfritt för folk i farten

Audionomtidningen - Sem vento para pessoas em movimento

Bicicleta, cavalo ou barco não importa. Niki Westerberg é uma chefe de comunicação dinâmica que experimentou o Windfree. Encontramo-la para ouvir o que significa viver com perda auditiva e em que situações o Windfree pode ajudar…

É sexta-feira à tarde e vejo Niki a correr um pouco do lado de fora da janela. Combinámos encontrar-nos no restaurante I Mamadou para um almoço tardio. Mamadou é um local popular para almoços e, apesar de serem 13h00, tivemos de pedir a um dos colegas da Niki para se levantar para podermos sentar-nos.

Niki conta-nos sobre a sua deficiência auditiva. Desde pequena que Niki tem perda auditiva. Descobriram cedo que ela ouvia 80% pelo ouvido esquerdo e 60% pelo direito. Com o tempo, piorou e consideraram uma cirurgia. No entanto, a simples ideia do risco de a audição piorar levou a que desistissem.

– Consegue-se surpreendentemente longe ao aguçar os outros sentidos, diz Niki, falando da capacidade de ler lábios e da importância de se posicionar estrategicamente numa sala para perceber o que é dito.

Com o tempo, a audição piorou e, no fim, foi a família da Niki que se cansou e achou que era altura de usar aparelhos auditivos. O serviço público não tinha muitos modelos para escolher, por isso acabou por ir ao Sophiahemmet. 38 000 kr e dois aparelhos auditivos fantásticos depois, a vida da Niki mudou bastante.

– WOW, que sensação ouvir TUDO. De repente, podia ouvir o som de uma mão a passar num tecido… Ou uma conversa privada cinco filas atrás no autocarro. Também há desvantagens em ouvir… Tive de me habituar gradualmente, conta Niki.

Nessa altura, Niki trabalhava como secretária de imprensa. Com a ajuda de um sistema de indução ligado ao telefone, podia receber as chamadas diretamente no ouvido – sem auscultadores ou Bluetooth.

– Foi fantástico não ter de ler atas para perceber o que foi dito nas reuniões, diz Niki.

Hoje trabalha como chefe de comunicação na Ledarna. É uma pessoa ativa e determinada que se recusou a deixar a sua deficiência ser uma limitação na vida. Para além do trabalho, passa grande parte do tempo a andar a cavalo e no coro. No verão, também faz alguns passeios de barco com a família. Niki gosta de velocidade. Tanto a galope como no mar. Mas não do ruído do vento que os aparelhos auditivos captam.

Niki descreve:
– imagina o som do vento a soprar diretamente para um microfone. No mínimo, desagradável. Por isso, desligava sempre os aparelhos no barco. O problema é que não ouvia o que o meu marido me dizia.

– Salta! gritou ele quando íamos atracar. Virei-me para ver o que queria. PUM. E lá estávamos nós no cais…

Niki experimentou o Windfree tanto no barco como a cavalo. O resultado é que não precisa de escolher: ouvir o que as pessoas dizem ou evitar o cansaço do ruído do vento.

– É absolutamente fantástico! Todo o ruído do vento desaparece e eu consigo ouvir perfeitamente, conta Niki.

Também na equitação de salto, ela tem beneficiado dos seus Windfree.

– Para ouvir as instruções do meu treinador antes de cada obstáculo, tenho de aumentar o volume ao máximo nos meus aparelhos auditivos. Antes, o ruído do vento era insuportável. Agora ouço o treinador perfeitamente e posso concentrar-me no cavalo e no salto.

Quando questionada sobre o que poderia melhorar, Niki tem um único desejo. Uma versão de luxo do Windfree que possa ser fixada diretamente no capacete de equitação. Talvez para o próximo modelo?

Factos sobre o Windfree
O Windfree foi desenvolvido para proteger o ouvido desprotegido do vento ou da velocidade. O produto foi inicialmente criado para ajudar ciclistas a proteger os ouvidos do ruído ensurdecedor do vento. Testes mostraram que o Windfree tem muitos mais públicos-alvo, especialmente entre pessoas com perda auditiva e com tinnitus. Efeito medido em túnel de vento = -20 dB.

Publicado na Audionomtidningen nº 2, 2012

Voltar ao blogue